sábado, 13 de maio de 2017

a mudança

Na semana passada, eu me mudei de casa. Eu estava um tanto bom ansioso, mas achei outro tanto exagero. Era medo, talvez, de algo ficar para trás, de alguma bobeira esquecer. Fiz uma lista. Coloquei tudo. Toalha e roupa de cama. Pratos e aquele treco que não sei o nome de tirar lasanha. Cuecas e meias. Camisas e camisetas.

Os livros meu irmão empacotou. E os pratos no armário minha mãe guardou. Mas um dia antes, é bom que se diga, eu e a Mari tratamos de tudo limpar. E meu pai, paciente, subiu as gavetas do armário andar por andar. Aos poucos fomos tudo desempacotando.

Televisão e computador. 
Mesa e congelador. Microondas e geladeira. Colchão e frigideira. E fomos tratando logo de colocar tudo no lugar. Porta-retrato e sofá. Vaso e quadro. Tapete e cortina. Panela e rotina. A coleção de pen drives ficou no escritório, em cima. E os versos escritos ficaram lado a lado, em rima.

Assim, tudo foi se ajeitando. Faltavam algumas coisas de banheiro só. Coisa boba. Sabonete. Xampu. Espelho. Creme de barbear. Perfume. Desodorante e escova de dente. Mas falhei numa coisa: me esqueci da besta do pente.

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