terça-feira, 26 de julho de 2016

pra você

Ora, ora...

Por que esse medo todo? É o amor, ué. Apenas o amor chegando no seu quintal. Sim, é aquele mesmo amor que, em algumas noites de sábado – sozinha, muitas vezes –, você desejou nas esquinas escuras dos seus pensamentos.

Acredite.

É aquele mesmo amor que lhe fez chorar quando as luzes do cinema estupidamente se acenderam apenas para denunciar as lágrimas teimosas que desenhavam no seu rosto uma vontade não declarada de viver algo parecido com aquilo que acabara de assistir.

Não tenha medo muito menos receio. Jogue-se – de preferência, de olhos fechados, porque assim o frio na barriga vai ser maior. E frios na barriga são o sintoma mais fiel ao amor.

Pois é, você pode até duvidar, mas saiba que o amor precisa de entregas, de corpos, de alma.

E de bocas, claro.

Precisa de sorrisos e lágrimas, sinceros. Das linhas tortas da poesia. E da música pros corações dançarem como crianças.

O amor precisa de dois pés bem longe do chão.

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