segunda-feira, 7 de março de 2016

ao vegas

Não foi apenas pelo paladar. Eu não estaria sendo romântico ao dizer isso. Assim como seria injusto falar que toda paixão se dá apenas pelo beijo. Sempre tem aquele algo a mais. Alguns chamam de química. Neste caso que vou contar agora, prefiro falar que foi, por exemplo, pela criatividade. Foi ela que me pegou de jeito, logo depois da primeira mordida. Foi um amor à primeira vista.

Comi – o sanduíche – e gostei.

A criatividade aguçou o meu paladar, despertou nele as melhores sensações. O querer fazer diferente já vale uma ida, mesmo que despretensiosa, ao Vegas Sanduíches, em Cruzeiro. Os lanches são únicos, assim como a experiência, que é rara – ainda mais numa cidade cuja gastronomia nunca se pautou pela diversidade, nas quais as opções ficaram sempre presas à letra X, seja ela de burguer ou salada.

Outra coisa que apaixona é o sabor. Ah, o sabor dos sanduíches... Queria tanto ter emprestada, pelo menos por alguns instantes, a habilidade daqueles jornalistas que conseguem transmitir o sabor de cada prato por meio das palavras. Como não sei, vou dizer que o sabor dos lanches é como um beijo, aquele que te prende, aquele que te faz apaixonar.

Isso, talvez, por conta do hambúrguer. Caseiro. Ele é feito com... Não sei dizer, é segredo. O mistério apimenta essa relação. É o que deixa os sanduíches ainda mais saborosos. Ainda tem o pão, que trilha o mesmo caminho misterioso – e saboroso – do hambúrguer. Tem também o atendimento, completamente diferente dos tradicionais trailers da cidade. Vale a pena conhecer o Vegas. É o que eu posso dizer. O Vegas fica em Cruzeiro, como eu disse. Nem precisa de passaporte.

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