quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

meu um mês (ou um texto sobre mudar)

Hoje faz um mês que a bola da minha dieta começou a rolar. Um mês que finjo ter esquecido que vivo no mesmo mundo dos bacons, dos torresmos, da coxinha e do bolo de chocolate da minha mãe. Passou-se um mês em que a preguiça, aquela velha preguiça que andou de mãos dadas comigo por alguns bons anos, foi chutada pra escanteio. Um mês em que risquei o elevador da minha rota.

Os resultados estão vindo em doses homeopáticas. Tudo bem, não tenho pressa. As roupas, por exemplo, estão começando a sobrar, assim como as dúvidas sobre os quilinhos que já se foram. O espelho, às vezes, tenta me dizer o contrário. Azar, nem ligo. Outra coisa: poucas pessoas, pelo menos até agora, falaram que estou mais magro. Quer saber também? Acho até melhor assim. Elogios costumam ter o péssimo hábito de afrouxar o nó da gravata da dieta.

Mas sabe o que é melhor do que ver que as suas calças caindo? A mudança. Mudar é a mais bela das oportunidades que a vida tem a nos oferecer. É uma chance de poder andar por novos caminhos, de recomeçar, de tentar escrever algo novo, de apagar vícios pra respirar novos ares.

Falando assim até parece que é algo fácil, não?! Mudar é complicado, difícil. Difícil porque dói, dói muito. Tudo isso porque você tem que abandonar o seu conforto. E dizer não para quase tudo que te fez sorrir nos últimos anos. Aprendi, nestes primeiros trinta dias, que pra mudar é preciso suar – independente de você correr ou não na esteira, que fique claro.

E digo isso por experiência própria. Convivo todos os dias com alguns fantasmas e me esforço ao máximo para que a dor de olhar para o arroz no prato alheio seja a menor possível. Você acha, sei lá, que é fácil chegar em casa e ver que seu irmão pediu a sua pizza predileta e dizer não? Não, não é fácil. Mas o prazer de ver que você está caminhando para uma vida melhor é maior. 

Não sei quantos quilos irei perder. Não estou pensando muito nisso agora, juro. Minha luta não é contra balança, longe disso. Meu objetivo vai além da neura que ela causa. A batalha é pra mudar de vida.

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