quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

qual é o seu problema com a dieta alheia?

Sempre que comento com alguém que estou de dieta, batata (carboidrato, carboidrato, carboidrato...!): arrependo-me no segundo seguinte. Culpa dos comentários. Na boa, não entendo o problema que as pessoas têm com a dieta alheia. São olhares esquisitos, meio sombrios, são testas que enrugam e bocas que deixam o sorriso de lado apenas para comentar. De novo? é a frase que mais escuto. Sim, de novo, é o que respondo quase sempre sem paciência.

Ontem, veja você, estava chegando em casa depois de quase uma hora caminhando pelas ruas da Vila Mariana, Sérgio, o porteiro, se levanta, abre a porta da guarita e manda essa:

- Ô, seu Vinícius, estou gostando de ver, hein?! Mas me diga uma coisa: essa sua dieta aí não é igual ao do ano passado, não, né?!

Pergunto qual.

- Aquela que durou até janeiro só! – respondeu caindo na gargalhada.

Dei boa noite e subi. De escadas, claro.

Pensando melhor agora, eles até têm razão. Eu nunca fui muito de dieta mesmo. Esse papo nunca me agradou muito. Do mesmo jeito que também não te agrada, acredito. Ninguém é feliz fazendo dieta. E eu (bem) menos ainda. Por isso que o meu histórico não é lá grandes coisas.

Já me perdi no número de regimes fracassados. Coleciono algumas frustrações, não ligo. Estou lembrando aqui, já comecei um dia comendo frutas e coisas integrais e terminei com um copo de cerveja na mão e com uma pequena porção de frango a passarinho. Quem nunca?

Mas a questão não é essa, e sim essa mania de esconder cubinhos de bacons na salada, de colocar leite condensado na salada de fruta, de infiltrar pedaços de chocolate no seu pote de aveia. Assim, num primeiro momento, pensei que a inveja seria a locomotiva desses comentários descabidos. Pensei errado. Muitas dessas tentativas de me desanimar vieram de bocas magras, como a do Sérgio, o porteiro do meu prédio. 

Serei forte desta vez. Prometi pra mim. Não deixarei minha dieta seguir pelo caminho dos torresmos (puta merda!) e muito menos pelo do desânimo. Estou fechado contra o olho gordo – sem piadas com essa última palavra aí, por favor!

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