segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

viver ficou chato

(ao amigo CC)

Pô, mas tinha que ser justo agora? Eu nem ninguém merecíamos isso. Aliás, ninguém merece um de repente tão triste assim – o de repente deveria vir acompanhado apenas de coisas boas, tenho certeza que você concordaria comigo.

Você, a propósito, sabe com quem eu reclamo as injustiças da vida? Vou reclamar porque assim não dá, não. É muito pra gente. E aquela foto que não tiramos, como fica? E a nossa gargalhada? – só a minha, agora sozinha, não terá a mínima graça. Será como um solo chato e entediante.  

Ainda faltavam tantas piadas para contar, tantas histórias para ouvir e tantas lições para aprender. E os cafés aos sábados à tarde? Fui uma vez só. Que pena! Deveria ter aceitado aqueles outros tantos convites. Mas foi culpa da vida, da correria e das idas e vindas que nunca me levaram a lugar nenhum.

Às vezes, sei lá, tenho a impressão que todo esse silêncio vai explodir numa gargalhada, como nos nossos encontros de sábado à tarde. Está sendo tão difícil que chego a achar que tudo isso não passa de uma piada. E só para acabar: você realmente tinha razão quando dizia que só morre gente boa.

A vida está mais chata, meu amigo. 

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