quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

quando o caos tira férias

Olha só: eu bem que poderia estar feliz com São Paulo completamente vazia. Poderia, aqui, falar o quanto é bom andar pelas largas avenidas sem trânsito, sobre o quanto é bom mudar de faixa sem implorar para o motorista de trás me deixar passar, sobre o quanto é bom escolher em qual vaga do shopping estacionar, sobre o quanto é bom chegar ao restaurante e se sentar sem perder o apetite na fila de espera, sobre o quanto é bom saber que os garçons disputam a minha atenção no bar...

...Mas sei lá.

São Paulo não é uma cidade para ficar vazia desse jeito. Ela nasceu para o caos. Definitivamente. Tudo por aqui fica esquisito. As ruas ficam tristes. E todos os dias parecem aquelas tardes vazias de domingo. Até o tempo, meio cabisbaixo, caminha devagar. As horas não passam, os dias não passam. É esquisito o que vou dizer, mas eu já me acostumei com a bagunça, com a sinfonia de buzinas, com a adrenalina de cortar caminhos para chegar no horário... A tranquilidade não combina com São Paulo. Mesmo. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário