segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

dentro da mala

(para a minha Cruzeiro, cidade querida)

De lá, eu trouxe um pouco de paz,
mas é uma paz que não vejo nas esquinas atribuladas daqui,
nem nos semblantes desgastados das pessoas...

É uma paz que só pode ser vista nas cachoeiras,
nas árvores, nas mães despreocupadas
e nos velhos sentados nos bancos das praças.

De lá, eu trouxe essa paz.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

em noites como as de hoje

Às vezes, eu sinto uma inveja do meu passado. Mas não é uma inveja inundada por uma saudade de sabe-se-lá-quem. É uma inveja daquela pessoa que já fui, daquilo que já senti. Sinto falta de alguns pensamentos que trocaram de lado. De músicas que já gostei. De uma rotina que já tive. Dos sonhos que viraram utopia. De algumas verdades que deixei escapar. E de ideais que acabei abandonando por falta de tempo. Talvez, toda essa inveja seja de uma pessoa que não existe mais.

Pois é, mudar só não é mais complicado quando você percebe que já mudou.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

rotina


Quando a rotina aparece,
as ideias,
sem pedir licença nenhuma,
saem de cena.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

como surge a tristeza


Danada mesmo é a tristeza, que aproveita as brechas da felicidade para pescar o passado, refrões e pessoas. E também alguns beijos que você jura já ter esquecido.

Essa tristeza é maldosa. Não tem jeito nem juízo.

Parece ficar sempre à espreita, esperando o hiato dos seus bons sentimentos para invadir e derramar algumas lágrimas estranhas. Estranhas porque elas não te cortam como antes, apenas arranham.

É assim que a tristeza surge.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

a janela

Se a janela falasse,
o mundo conheceria os meus amores,
daria risada das minhas vontades
e choraria as minhas angústias.