sexta-feira, 22 de junho de 2012

o amor, de férias

O amor foi visto pela última vez na sombra de uma árvore frondosa.

Estava ele com os olhos entreabertos, com cara de preguiça e pensamentos vagos. Ao seu lado havia uma garrafa, que já estava lá pelas tantas. Parecia ser de uísque. Doze anos.

Tinha também um livro jogado no seu canto direito e um caderno cheio de folhas em branco à esquerda. As nuvens, querendo animá-lo, resolveram brincar de desenhar no céu azul. Não adiantou.

O que chamou a atenção mesmo foram dois corações que passeavam ao seu redor. Queriam conversar com o amor, que olhou e ensaiou uma aproximação. Mas ficou nisso: tão logo, ele matou o resto da bebida que ainda havia na garrafa, tombou para o lado e dormiu.

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