quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

e se os sentimentos fossem iguais à matemática, heim?


Sempre odiei matemática. Tanto que o primeiro zero da minha vida escolar foi em matemática – e o segundo também, diga-se de passagem. Por isso que eu admiro aqueles sujeitos que calculam a raiz quadrada de 4096 de cabeça com a mesma maestria de um craque de futebol. Mas, calma: essa crônica aqui não vai falar da fórmula de Bhaskara nem dos catetos tampouco da bendita da hipotenusa. Garanto. Só falei dessa ciência para lamentar algumas coisas da vida. Coisas que poderiam ser iguais a ela, como, sei lá!, os sentimentos.

Esses, sim, deveriam ser tão precisos como qualquer fórmula ou regra capaz de mostrar o volume de paixão. Ou, quem sabe, os riscos que corremos em continuar alimentando algo por alguém. Imagine só: para calcular tudo isso bastaria somar as mensagens recebidas no celular com as ligações no meio da madrugada e os e-mails com a palavra saudade. Depois, subtraía os 'não' para um cinema num sábado à noite e as desculpas não convincentes. E pronto.

A vida seria bem mais fácil assim...

Tudo porque os sentimentos são as coisas mais complicadas do mundo. Bem mais que a própria matemática. Eles estão longe da exatidão: são um emaranhado de desejos indefinidos. Sua fórmula é intuitiva e bem mais complexa do que a prova mais fácil de logaritmos. E sabe o pior: eles não têm solução. Muito pelo contrário: quanto mais você tenta compreender, mais dúvidas surgem e mais perto da loucura chega. Sempre assim.

A única certeza – certeza entre aspas – é que os sentimentos têm o poder de roubar noites de sono, dias de trabalho e meses de vida. Você que já passou por isso sabe muito bem que não é exagero. Porque sentimentos são canções indecifráveis que grudam na cabeça, que confundem, que ficam nem lá, nem cá. É a vontade de tomar um porre daqueles numa noite para esquecê-la e, no dia seguinte, fazer um esforço danado para lembrar novamente.

Viu por que uma matemática cairia bem aqui?

3 comentários:

  1. DE PAULA VILELA, VIA FACEBOOK:

    Adorei Vini, vou até compartilhar....td seria tão mais fácil matematicamente,mas talvez não teria o mesmo sabor e não íamos adquirir tanta experiência...

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  2. Concordo, Paula. Mas, às vezes, passa da conta. E, aquilo que seria bacana, se torna algo tortuoso. Perde a graça, sabe?!
    Beijos,
    vn

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  3. eu concordo com os 2... sentimentos às vezes fogem completamente do nosso controle e isso é ruim, traz sofrimento, mas acredito que, depois que passa, é esse excesso de emoções que dá cor à vida!

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