quinta-feira, 25 de agosto de 2011

a quinta-feira


A quinta-feira nada mais é do que o último ensaio para a sexta. E, como todo ensaio, é um momento banhado a ansiedade e a estresse – ansiedade por conta do final da semana, que não chega por nada deste mundo; e o estresse... Também. É um dia em que não conseguimos pensar em outra coisa que não seja na sexta – às seis horas da tarde, para ser mais exato.

Mas a quinta também é o dia em que você começa a se esquecer da culpa, que você começa a deixar as coisas para a segunda, que o nó da gravata começa a ser afrouxado, que o celular é desligado horas mais cedo, que o regime começa a ganhar exceções, que a bronca do chefe perde a intensidade, que três horas de sono já são suficientes... E o principal: é na quinta que os convites para bares, baladas e afins são vistos de outra forma. Na quinta, três doses de vodca estão longe de ser um pecado escabroso.

Tudo isso por quê?

Porque depois da meia-noite já é sexta-feira. A sexta que você, que o Papa e que eu sonhamos e desejamos. A sexta... Ah, você sabe, né?!

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