quinta-feira, 2 de setembro de 2010

roberta

Estava cansada das dúvidas que permeavam aquele sentimento. Não aguentava mais viver do talvez. Das conversas por telefone que atravessavam a madrugada. Das indiretas. Precisava desabafar de alguma forma. Pensou em contar para a Fernanda, sua melhor amiga. Mas desistiu. Achou melhor ser direta, sem qualquer tipo de rodeio. Algo dizia que tudo ia dar certo. Um pressentimento.
- Tenho que te falar uma coisa.
- Pode falar, Rô. Não precisa anunciar assim, você sabe?
- É, eu sei... Mas é uma coisa meio... Sei lá!
- Como assim?
- É uma coisa bem delicada. Eu precisava anunciar antes...
- Tudo bem! Eu só estava brincando com esse mistério que você fez. Pode falar...
- Meu, é uma coisa que pode, ou não, dar certo.
- Tudo na vida, Rô, pode, ou não, dar certo.
- Mas eu tenho medo da sua reação. Não sei como vai ficar quando eu disser...
- Eu também não sei. Mas a gente fica sabendo quando você resolver contar. Concorda?
- Concordo.
- Então...
- Tá, eu vou falar...
- ...
- Seguinte: eu... Eu... Eu...
- Eu... Fala vai! Minha curiosidade está virando nervosismo já.
- Ah, não vou conseguir. Esquece, vai! É melhor.
- Tem certeza?
- Sim.
Ela não falou.
E ele ficou sem ouvir aquilo que mais esperava nos últimos anos.

Um comentário:

  1. Essa é boa, né?! E a gente vai ficar sem saber o que é?! tem parte II nessa história?
    Hummmmmmmmmmmmmmmm!Dá uma chance pra gente.

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