quinta-feira, 5 de agosto de 2010

alguém viu a minha memória por aí?

O primeiro parágrafo desta crônica seria diferente. Eu começaria dizendo alguma coisa que já me esqueci. Deu pra você perceber, né? Minha memória não anda muito boa. Estou surpreso, confesso. Nunca pensei que ela poderia me deixar assim, na mão. E pensar que a memória sempre foi o meu forte... Eu sempre soube no escuro os números dos telefones dos meus amigos, tias, tios, o número do tênis que eu calço, os nomes das pessoas, das ruas, de perfumes, o preço do quilo da picanha, de tudo, com tanta facilidade.
Uma vez, quando conversando com não me lembro quem, conheci a tática dos laços nos dedos. Esse alguém me disse que é infalível. Sempre penso em amarrar fitas coloridas nos dedos quando lembro que me esqueci de algo. É quase sempre assim. No sábado, por exemplo, eu me encontrei com o Hugo Bessa:
- Nem jantei na segunda-feira. Fiquei esperando você passar lá em casa pra gente sair. Lembra que tínhamos combinado de jantar? – perguntou.
Eu não lembrava. Fiquei meio roxo, meio vermelho de tanta vergonha. “Culpa da minha memória”, argumentei. Sem sucesso. Ele apenas soltou um sorriso meio amarelado. Mas nem tudo está perdido: marcamos outro dia. Aliás, vou escrever aqui no meu caderno de rascunho que preciso ligar para o Bessa e confirmar o dia do nosso jantar.
Já que falei em jantar me lembrei (milagre!) de outro exemplo. Um dia desses, eu saí para comer com uma menina. Estava todo animado. Na hora de ir embora, passei o meu cartão. No débito. Quis pagar de gatão para a garota e me dei mal: não lembrava a senha. Tentei uma. Duas vezes. Nada. Branco geral. Fiquei com cara de caneca suja. A culpa foi de quem? Sim, da minha memória. Só dela.
E olha que eu até poderia citar outros exemplos para você, como o do cinema da semana passada, do elevador (em que chamei a minha vizinha pelo nome da faxineira que vai no meu apartamento), do jogo do Corinthians que fui ao Pacaembu. São vários. Por isso que estou pensando em comprar alguma vitamina ou algo do gênero. Isso deve me ajudar. Amanhã darei um pulo na farmácia, porque, agora, preciso ir ao supermercado comprar... Comprar... É... Esqueci.
Droga!

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Me conte: qual foi a coisa mais, digamos, absurda que você já esqueceu?

3 comentários:

  1. FERNANDO PASSARELLI, VIA FACEBOOK:

    A memória já me deixou na mão, já. Mas daí troquei por outra de 512 e tudo ficou melhor.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Nao falo nada ja errei nome de parente, amigo ate de namorado . . rs

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