terça-feira, 8 de junho de 2010

um conto chamado poema

Ela estava bem mais bonita no dia em que lhe disse 'adeus'. Ou não. Talvez, tudo aquilo fosse apenas uma impressão do coração e de uma alma um tanto quanto castigada pela solidão. Mas tanto faz, pensou ele. Era tempo de caminhar sozinho. De novo. Fez um esforço danado para deixar tudo para trás. Virou-se e continuou a andar. Parou apenas para rabiscar um poema num lenço de papel.
Acho que o destino sempre que me quis só,
então, caminho devagar,
esperando na próxima curva
um novo coração pr'eu amar...
E continuou a procurar.

3 comentários:

  1. DO JORNALISTA JORGE TARQUINI, VIA E-MAIL:

    Vinícius,

    seus textos são muito gostosos de ler. Pelo que tenho lido, logo teremos um livro, acredito.

    Abração,

    Tarquini

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  2. Me lembrou uma musica que há muito tempo ouvi...
    Parece meio besta, mas fala exatamente sobre isso...
    .
    "...Dije adios, fue el final, y nada quedo entre los dos, solo el sol, nuestro sol, y el dolor, y este adios/ Y te vas, y me voy, y nadie dijo perdon, lloras tu, lloro yo, nuestro sol se apago..."
    .
    Desculpa perguntar, mas... pela sonoridade das palavras.. O sr. cronista tem companhia para o sábado?? #SeiLá
    ...
    Bom restinho de semana...

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  3. Eu copiei este conto, achei engraçado que a Gu Jan Di, personagem do dorama BOYS BEFORE FLOWERS, leu para o pai de Gu Jun Pyo, outro personagem, um poema semelhante este. Eu fiquei fascinada e começei a vasculhar o google.
    Ai, te achei... muito semelhante, só não me lembro se é igual, vou ter que ver o dorama novamnente.
    Parabéns... ADOREI!!

    Aline Rangel.

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