quarta-feira, 17 de março de 2010

um fim qualquer

Havia perdido aquele sorriso espalhafatoso em uma esquina qualquer. A tristeza chegara sem sintomas. Surgiu no de repente da vida, num cruzamento despretensioso. Uma surpresa. Nada mais lhe causava aquela sensação de antes. Nem mesmo a namorada, que, naquele momento, já havia se transformado em passado. Ele andava muito estranho. Mais estranho do que o seu próprio caminhar manquitola. Vivia calado e sob as rédeas de um olhar sombrio. Sua feição era nula e os seus pensamentos, indiferentes. Os dias não passavam de um cinza e preto meio desbotados. Quando muito, ganhavam um tom mais amarelado dos raios de sol que insistiam em lhe incomodar. Ele não conseguia distinguir mais o certo do errado, nem o feio do bonito: tudo estava sem direção, sem cor, sem alegria, sem vontade, sem nada. Até que, um dia, ele ficou sem vida. O mundo havia vencido.

Um comentário: