segunda-feira, 26 de outubro de 2009

esse papo de despedida...

Acho que sou meio sadomasoquista com essas coisas do coração. Sou meio esquisito mesmo. Admito: gosto e não gosto de despedida. Tudo ao mesmo tempo, sabe? Sei que é algo contraditório, mas quem disse que as coisas do coração são exatas, matemáticas e afins. Não é mesmo?

A despedida é triste pela incerteza que o futuro nos joga na cara. É triste pelo nunca, pelas amizades que, de uma hora para outra, vão ficando mais distante, se perdendo no meio de tantos afazeres do nosso dia-a-dia. A despedida nos traz uma angústia sem tamanho. Coisa de louco mesmo. Ela nos faz ficar horas a fio pensando naquilo que passou. Ela nos faz pensar num óbvio que, sei lá... Parece que mexe mesmo com a gente. Que toca fundo.

Essa tal de despedida mete medo pela sua complexidade. A despedida dá uma tremedeira danada nas pernas. O peito fica apertado. Os olhos ficam meio marejados. E a cabeça fica ‘here, there and everywhere’ – como cantou Lennon.

Se você não entendeu nada, não se preocupe: a despedida é assim mesmo.

São coisas da vida.

Um comentário:

  1. NOssa, sinto exatamente a mesma coisa quanto às despedidas da vida... é um momento sempre muito reflexivo pra mim. Reveillon e aniversário são como dias de despedida tb... um novo começo e sempre fico melancólica e apreensiva pelo medo de novo e feliz pela possibilidade de poder recomeçar... é mesmo muito difícil de explicar...

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