segunda-feira, 13 de abril de 2009

quando o azar resolve aparecer

Tem dias em que o azar resolve lhe fazer uma visitinha. É igual àquele amigo mala que fala que vai te visitar e vai mesmo. E o pior: aparece do nada, simplesmente do nada; vem sem dar pistas de onde veio e de quando vai embora. É aquele que gruda feito chiclete no sapato. E, assim como esse mala, o azar apareceu em minha vida, num dia lindo de outono.

Ele, o azar, surgiu ainda de manhã. Bem cedinho. Fui trabalhar de carro naquele dia. Coincidência ou não, eu peguei o maior congestionamento do mês em São Paulo. Tudo parado. Nem mesmo os motoboys, com a agilidade que lhes é peculiar, conseguiam se mover no meio de tanto caos. Mas tudo bem. Ninguém está livre de congestionamento quando se vive numa cidade grande. Mas ele, o bendito azar, insistiu em ficar comigo. No trabalho, o elevador estava quebrado. Tudo bem (de novo): o que são oito andares para subir de escada? Nada, né?

Enfim. Depois veio o almoço. Fila gigante no self service. Mas era para um bom motivo: feijuca, a mais gostosa de todos os restaurantes daquele bairro. Fiquei uns dez minutos na fila. E, quando chegou a minha vez, não tinha mais nada. Acabou-se a feijoada. Sobraram apenas as orelhas e o rabo do porco. Só. Beleza. Para falar a verdade eu não queria mesmo comer feijoada. Preferi o franguinho mirrado que estava no canto da mesa. E até que estava gostoso, apesar de que... Deixa pra lá.

Voltei ao oitavo andar (ah, o elevador já estava funcionando). Precisava mandar uns e-mails, mas... A internet estava fora do ar. Todo mundo sem conexão. Geral. Tudo bem. Eu precisava mesmo sair mais cedo do trabalho para fazer umas compras no supermercado. Cheguei lá e me deparei com uma fila imensa. Tudo bem: eu estava mesmo com tempo. Foram quase 30 minutos na fila para, justo na minha vez de ser atendido, a mocinha do caixa 11 (lembro até do número do bendito do caixa) virar e dizer:

- Senhor, nós estamos sem conexão. Caiu o meu sistema!

Esperei mais um bocado. E tudo bem.

Compras pagas e eu, então, segui para o carro. Apertei o botão do alarme e nada. Apertei de novo. E ele insistia em não abrir a porta. Achei melhor abrir o carro com a chave mesmo. O alarme disparou. Aquele barulho ensurdecedor fez o menininho que passava no colo da mãe abrir a boca. Aquele barulho fez o velho me condenar com um olhar apertado, firme. Mas beleza. Resolvi chamar o chaveiro, que veio sim... Só que uma hora depois.

E agora estou aqui escrevendo esse texto no meu velho caderninho, porque o meu computador... Adivinha?

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