sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

o amor está de minissaia

O amor está moderninho demais para o meu gosto. Está igual àquela menininha bonitinha de saia curtinha que anda rebolando por aí. Estou achando esse sentimento muito à vontade ultimamente. Do tipo, verão o ano todo, pouca roupa e sorriso fácil. Sabe? Tudo bem que o mundo de hoje é outro. Não existe mais a formalidade preta e branca de antigamente. Mas que o amor está moderno demais, isso está sim.

Calma. Não pare a sua leitura por aqui. Tenho os meus motivos para isso.

Estava navegando pelo Orkut um dia desses quando, de repente, pulou uma mensagem. Era uma grande amiga. Simpática como sempre, ela me contou a sua nova vida em terras americanas. Disse que estava feliz à beça. E que o motivo dessa felicidade gigantesca tinha nome: o seu novo namorado.

Fiquei surpreso. Jurava que ela ainda estava com aquele outro... O coitado que ficara no saguão do aeroporto soluçando de tanta saudade, de dor, etc. e tal. Aquele com quem desejava se casar (detalhe: eu seria o padrinho). Aquele com quem sonhava em ter filhos (gêmeos, eu me lembro).

Aquele que, hoje, sofre ao ver as fotos da ex, que tanto o amava – ou que, pelo menos, dizia que o amava –, com o atual amor. Fotos do Orkut com legendas amorosas, melosas, e dolorosas ao coração perfurado do ex. Era tudo tão lindo que chego a ficar comovido só de lembrar...

Enfim...

O amor perdeu créditos comigo, isso sim. Esse sentimento, de tão esplêndida nobreza, anda meio indefinido. Cada hora está num lugar. Não se define, ora bolas. O amor parece pular de galho em galho como macaco em dia de espetáculo circense. Tudo está tão efêmero que a credibilidade amorosa está indo ralo abaixo. Hoje, ama-se tão fácil que até diretor de filme romântico precisa rever os seus conceitos – e roteiros.

Esse amor contemporâneo perdeu a compostura. O amor de manhã pode não ser o mesmo amor da hora do almoço, que, por sua vez, está longe de ser o amor do ‘boa noite’. E, se bobear, esse mesmo amor pode pular a janela durante a madrugada e amanhecer em outra cama. Vá saber. Depois dessa eu não duvido de mais nada. Absolutamente nada. Afinal, esse amor tem cada uma...

4 comentários:

  1. A pior coisa que existe para o amor é a distância. Hoje em dia eu gosto de amar todos os dias a mesma mulher.

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  2. DE SANDYA COELHO, VIA ORKUT

    Gostei da última crônica, Vinicius! rsrss. Mto boa! srsrs

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  3. Concordo com vc no que escreveu sobre o amor, que ele muda desmuda e etc. Mas tenho uma opinião além do teu texto. As pessoas banalizaram a maneira de amar Vi, a começar pelos homens(não queira me matar)Antigamente eles odiavam se nós mulheres demonstrassemos de forma clara nossos sentimentos. Hoje, imploram p que a mulher demonstre tudooooooo!Precisam definir!
    Tudo virou bagunça e a resposta é sempre a mesma: Não estou pronto(a) para encarar um relacionamento agora!
    Beijosssss

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  4. Você é minha versão masculina Vini, certeza!

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